levanta-me, abraça-me,
dá-me o primeiro verso
para que possa escrever o
poema: "agora, que estou
morto, de que me serve
não se esquecerem de mim?":
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Tinoco, Rui. poema aberto ao silêncio. Leça da Palmeira: edições Eufeme, 2020, p 50.
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metro um senhor, sentado a meu
lado, explica ao telemóvel quase
todos os males deste mundo:
"na cidade as sombras são mais
pesadas"; "as pessoas morrem
mais cedo, amarradas a asas
que nunca utilizaram"; termina:
"um dia destes explico-te tudo
isto melhor, não é nada do
que tu conheces aí na aldeia":
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Tinoco, Rui. poema aberto ao silêncio. Leça da Palmeira: edições Eufeme, 2020, p 14.
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