Mostrar mensagens com a etiqueta Izidro Alves. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Izidro Alves. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 21 de maio de 2019
Todos os poemas são poemas de amor
Perguntaste-me
Se são de amor
Os poemas de Sylvia Plath.
Todos os poemas são poemas de amor:
Os poemas de amor
Os poemas de ódio
Os poemas de guerra
Os poemas de morte
(sobretudo estes).
Todos
Todos te abrasam o coração.
Todos te prendem
Às raízes da cerejeira em flor.
Alves, Izidro. A sombra da mão. Lisboa: palavras escritas, 2018, p 71.
.
.
.
quinta-feira, 16 de maio de 2019
Eis que chega a Inês
Ora agora jogas tu
Ora agora jogo eu
Ora agora jogas tu
Ora agora jogo eu.
Vezes sem conta
Repetem estas palavras
Enquanto jogam às cartas
E bebem minis
Debaixo de um toldo vermelho
Numa praia do Sul.
Talvez sejam do Porto
Dizem uns
Talvez sejam de Braga
Dizem outros
Eu acrescento:
Talvez sejam portugueses
E eis que chega a Inês
A comer uma bola de Berlim.
O poema acaba assim.
Alves, Izidro. A sombra da mão. Lisboa: palavras escritas, 2018, p 43.
.
.
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
