sábado, 18 de março de 2023
sábado, 11 de março de 2023
sexta-feira, 10 de março de 2023
quarta-feira, 8 de março de 2023
quinta-feira, 2 de março de 2023
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023
Em Notícia, de 25 de
novembro de 2022, a Camara Municipal de Sintra noticiou a atribuição do Prémio
Ruy Belo de 2022, segue um excerto dessa notícia:
(…)
Por sua vez, “Caderneta
de Lembranças”, da autoria de A. M. Pires Cabral, publicado em 2021, foi a obra
literária distinguida com o Prémio Ruy Belo/2022 para Obra Poética Publicada no
biénio 2020/2021.
O júri constituído por
José Manuel Mendes, Presidente da Associação de Escritores, Victor de Oliveira
Mateus, da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e Ricardo António
Alves, também ele designado pela autarquia de Sintra,
decidiu em unanimidade e assinalou “a voz singular do autor”, bem
como “o modo de expressão de um eu poético não abstrato, com as marcas
vivenciais da temporalidade, servido pelo manejo formal de elementos
campestres, à revelia de qualquer neo-bucolismo”.
Para o Prémio Ruy
Belo, o júri decidiu ainda a atribuição de duas
menções honrosas, respetivamente, à obra “Cerveja & Neve” da
autoria de Inês Dias, e ao “Livro da Perfeita Alegria” de Eugénia de
Vasconcellos.
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domingo, 19 de fevereiro de 2023
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023
quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
sábado, 14 de janeiro de 2023
quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
segunda-feira, 9 de janeiro de 2023
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
segunda-feira, 2 de janeiro de 2023
domingo, 1 de janeiro de 2023
domingo, 27 de novembro de 2022
quinta-feira, 17 de novembro de 2022
terça-feira, 1 de novembro de 2022
sábado, 29 de outubro de 2022
domingo, 9 de outubro de 2022
domingo, 2 de outubro de 2022
sábado, 1 de outubro de 2022
terça-feira, 27 de setembro de 2022
O PEN Clube Português congratula-se por divulgar a lista dos finalistas dos Prémios PEN 2022 com o apoio da DGLAB.
domingo, 18 de setembro de 2022
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
(…)
e, ao mesmo tempo, não será através do olhar que as palavras precedem as
frases, pois jamais se viu alguém articular palavras antes de as organizar em
frases, por mais incorretas e coxas que possam ser? Os gramáticos, que expõem
doutrinalmente a ciência perfeita, ensinam primeiro o alfabeto, depois a
morfologia, depois a sintaxe; mas esta ordem didática é uma ordem “de
fabricação” que implica um longo trabalho anterior, e o que nesse trabalho de
elaboração inventiva aparece como “elementar”, não é um átomo alfabético –
fruto secundário de uma abstração, são “totalidades faladas”; a prova é que os
“métodos diretos”, cujo objetivo é acelerar a aprendizagem das línguas vivas,
esforçam-se por imitar a ordem viva e de criar o mais rapidamente possível essas
totalidades faladas graças à manipulação simultânea de todos os seres
gramaticais: substantivos, verbos, conjunções (…) porque nós não falamos apenas
com adjetivos, nem apenas com preposições, os métodos visam dar-nos desde o
princípio a totalidade da frase, e é posteriormente que a desdobram com uma
precisão crescente. Notemos, aliás, que as letras e as sílabas têm apenas
realidade “gráfica”; oralmente, quero dizer na vida da linguagem, não existem
letras, nem sílabas, mas relações, movimentos intelectuais que visam
exprimir-se; é que as palavras em-si comportam
algo mais do que uma realidade escrita ou visual; porque, na língua falada, as
palavras empregues isoladamente são elas mesmas quase sempre preposições
implicadas ou “gestos” verbais, quero dizer, ainda totalidades, mas totalidades
nas quais a distinção mental do sujeito, da cópula e do predicado não se
articulou em discurso: não assinalou Bergson nas palavras uma tendência natural
para se anastomosar em frases? (Cf. “Matiére et mémoire”, p 124). Fragmentos da
preposição que é, como observa Henri Delacroix (Cf. “Le langage et la pensée”,
p 492), verdadeira unidade da linguagem, as palavras tornam-se átomos
indiferentes e indeterminados; mas todas essas generalidades, se entrecruzam
por um jogo de relações gramaticais, adquirindo um sentido preciso e particular.
É porque o esforço intelectual vai do sentido para os signos, e não dos signos
para o sentido: as nossas ideias só são suscetíveis de ser pensadas no interior
de um contexto espiritual que as oriente.
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Vladimir Jankélévitch. Henri Bergson. Paris: Presses Universitaires de France, 1959, pp 17-18 (Tradução de Victor Oliveira Mateus).
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