quinta-feira, 23 de setembro de 2021
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
segunda-feira, 20 de setembro de 2021
sexta-feira, 17 de setembro de 2021
terça-feira, 14 de setembro de 2021
segunda-feira, 13 de setembro de 2021
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Lembro-me do meu pai a tremer
de frio. O seu corpo magro
sacudido pela fúria do vento
numa praia fora de estação.
Lembro-me de como era frágil,
sem peso, exposto.
É essa a minha condição.
Eu sou aquele que se expõe
e morre ferido por uma lembrança.
Luís Quintais. Ângulo Morto. Porto: Assírio & Alvim, 2021, p 32.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2021
domingo, 5 de setembro de 2021
domingo, 22 de agosto de 2021
sexta-feira, 20 de agosto de 2021
terça-feira, 17 de agosto de 2021
segunda-feira, 16 de agosto de 2021
terça-feira, 10 de agosto de 2021
domingo, 8 de agosto de 2021
segunda-feira, 26 de julho de 2021
quinta-feira, 22 de julho de 2021
segunda-feira, 19 de julho de 2021
sábado, 17 de julho de 2021
domingo, 11 de julho de 2021
(Conheci Angélique Ionatos em 2011, quando a cantora se deslocou a Lisboa para um concerto no Grande Auditório da Gulbenkian. Eu tinha acabado de publicar um livro com o seu nome no título. Após alguns contactos, consegui que alguém da organização proporcionasse o nosso encontro. Foi um momento alto: eu estava com alguns amigos, após o concerto ela veio ter connosco. Era uma mulher de estatura pequena, que, apesar disso, inundava o local onde estava. Simpatiquíssima: vinha ao longe e já vinha sorrindo para nós. Ficou surpreendida com a história do meu livro, que tive o cuidado de lhe oferecer, e eu dela fiquei com as palavras escritas na foto um: "Para o Victor, carinhosamente (em grego)... ", e fiquei também com a sua música e com o modo soberbo como cantava os grandes poetas. Foi com estupefação que soube do seu falecimento, após doença prolongada, no dia 7 de julho de 2021. Ionatos era uma das vozes maiores da diaspora grega, nascera a 22 de junho de 1954 e saira da Grécia após a instauração da Ditadura dos Coronéis. Fica aqui uma pequena homenagem que lhe presto: traduzi para português uns excertos de uma estrevista sua de 2014. O texto, como é óbvio, contém as habituais marcas de oralidade, que decidi não suprimir. Este texto mostra igualmente que A.I. era não só uma cantora imensa, mas também uma mulher inteligentíssima.)
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Entrevista de Angélique Ionatos ao “Triton” em 6 de março de 2014.
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Um sopro de liberdade
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* A cantora refere-se aqui a Katerine
Fotinaki com quem gravou alguns temas.
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